domingo, 15 de fevereiro de 2009

Olho por olho, dente por dente

“Quem foi que disse que a Justiça tarda, mas não falha? Que se eu não for um bom menino, Deus vai me castigar!”. Esses versos musicais demonstram claramente a sensação de impunidade existente no pensamento coletivo brasileiro. Então, como forma de contra-ataque a essa idéia, que gera cada vez mais criminalidade, surge a teoria de que o melhor a se fazer é, literalmente, exterminar os atores da violência urbana brasileira. Porém, será que é essa realmente a forma de solucionar a questão da criminalidade no Brasil?

O problema da violência urbana brasileira é conseqüência de uma linha de acontecimentos. A História mostra, de forma bem clara, como tudo ocorreu. No início, o êxodo rural, por falta de uma política governamental de estímulo à permanência no campo, gerou o inchaço urbano. Com as cidades inchadas, carentes de serviços sociais, cresceu o problema do superpovoamento. Tal fato, ao longo das últimas décadas, desencadeou um crescimento absurdo dos índices de criminalidade. Por fim, é visível que a omissão da sociedade civil e das autoridades gerou esse problema que enfrentamos atualmente. Finalmente, então, a solução é exterminar os atores sociais que foram gerados por esse processo histórico de marginalização de uma parte da população? Não, não é.

As causas da violência estão atreladas às causas do subdesenvolvimento. Estas são, normalmente, a falta de prestígio das instituições. Como a violência cessará se a instituição policial não é respeitada pelo povo? Então, a curto prazo, o que deve ser feito é uma reestruturação da polícia e do poder judiciário brasileiro. Pois, dessa forma, o discurso de extermínio não será mais apoiado por camadas dessas instituições e a criminalidade será combatida de forma séria. No entanto, só isso não resolverá o problema. Há mais algo a ser melhorado: a educação

A educação deve ser revista de várias formas. O investimento na reintegração social dos marginalizados, com um sistema carcerário humanitário que estimule o trabalho. Além do investimento na educação de base.

Enfim, com a presença do Estado nas comunidades carentes , reintegrando essas pessoas à sociedade. Com uma reforma das instituições, gerando respeito para com elas, é possível reverter esse quadro. A solução não é exterminar, mas sim reintegrar, educando. Afinal, não estamos mais no tempo do “olho por olho, dente por dente”.

Um comentário:

Cristiano Gomes disse...

Zé, vc precisa de um layout urgente /fato; Zé, trema caiu - vc não usava antes tá usando agora pq? /alberto; zé, vc vai colocar suas redações aqui pra humilhar os não-tão-bons-redatores? /inveja shuASuAHS